sexta-feira, 15 de julho de 2022
segunda-feira, 17 de janeiro de 2022
Sabe
Sabe
Sabe...
Quando era criança
Yakult eu tomava bem devagarzinho
Só um pequeno furo no lacre
E ia degustando bem aos poucos.
Quando era a mistura que eu gostava
A mesma coisa
Eu comia tudo, tudinho
Mas a mistura só no final
Tudo bem devagarzinho
Degustando tudo, tudinho
Até acabar.
E
Livro de poesia bom
Pra mim é assim
Leio tudo, tudinho
Bem devagarzinho
Degustando letra a letra
Até acabar.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2021
CRONICA DA DOENÇA ANUNCIADA
Quem me conhece só um pouquinho, sabe que os finais de ano eu
não curto muito. Na verdade, nunca soube
explicar o porquê, sempre digo que é por conta da euforia das pessoas, lojas em
geral cheias, trânsito maior que o normal, enfim essas coisas de final de ano e
período de festas.
Fazendo um balanço de como foi meu ano e comparando com
outros passados, comecei a entender a tal frustração, e bem verdade é mais que justificável
meu comportamento, pois finais de ano, pelo menos pra mim sempre acontecem ocorrências
não festivas, e para não me alongar no assunto vou me ater a somente dois,
esses avalio muito importante, não que os outros não sejam, mas esses sim
deixaram marcas, sequelas e limitações.
Se minhas informações não estiverem erradas, foi no final
do ano de 1974 quando eu ainda um bebê adquiri a doença da época, a meningite. A epidemia
começou em Santo Amaro, na Grande São Paulo, e teve um início insidioso até
explodir, causando 2500 mortes na capital paulistana, em 1974. Mesmo com a
incidência de casos saltando a cada ano, e com mortalidade oscilando de 12% a
14% dos doentes, o regime militar escondia os números da população e negava a
existência de epidemia. Nisso morreram ou ficaram com sequelas inúmeras crianças,
inclusive eu que escrevo, minha meia cegueira foi o meu saldo disso, além das
idas incontáveis da minha mãe acompanhando minha internação no Emilio Ribas.
Agora, final
de 2021 vou eu de novo fazer parte das estatísticas, só que com a COVID 19. Mesmo
depois de tomar as três doses das vacinas já permitidas, além da vacina da
gripe eu adquiri a doença, que por hora ainda está branda, graças a vacina e a ciência
muito negada por esse governo sombrio e negacionista, e olha que nem estou
falando do período da Ditadura Militar, estou falando de agora, 2021 que há 3
anos vem passando por esse tormento, descaso, de terra-planismo, de ausência nas
catástrofes naturais como o caso da Bahia e tudo mais. Coincidência ou não os
governos desses meus dois episódios são bem parecidos, negam e ocultam tudo,
colocando o povo à mercê dessas e outras tragédias.
E aí se
vai mais um final de ano, não atoa eles não são festivos para mim, também
pudera, é cada uma que acontece que não poderia ser diferente, num pego meningite,
noutro a covid e assim sigo aqui firme e forte tentando sobreviver com mais
essa, só espero que não me mate ou deixe outra sequela, já basta essa que
carrego.
Que a
partir de 2022 possamos ter finais de anos mais festivos, sem doenças e
tragédias que nos assombram. Trabalho, Saúde e Paz é o que precisamos e
merecemos. Só isso, só isso.
Perceberam
meu descontentamento com a data?
terça-feira, 21 de novembro de 2017
Convite de lançamento Justa Palavra HQ
segunda-feira, 20 de novembro de 2017
sábado, 2 de abril de 2016
Reticências.
Um Filme
Um dia
Uma música
Um namoro.
Tudo isso só é bom quando a gente torce para não acabar.
Que os dias sejam assim.
Intermináveis...
sábado, 26 de setembro de 2015
sexta-feira, 24 de julho de 2015
domingo, 19 de julho de 2015
visão
quinta-feira, 2 de julho de 2015
E se não sabe brincar, não saia pra rua.
domingo, 31 de maio de 2015
A Morte do Leiteiro.
Texto de Carlos Drummond de Andrade.
Lindo, triste e atualíssimo.
A cidade infelizmente tem dessas coisas, penso que nunca ira mudar.
é preciso entregá-lo cedo.
Há muita sede no país,
é preciso entregá-lo cedo.
Há no país uma legenda,
que ladrão se mata com tiro.
Então o moço que é leiteiro
de madrugada com sua lata
sai correndo e distribuindo
leite bom para gente ruim.
Sua lata, suas garrafas
e seus sapatos de borracha
vão dizendo aos homens no sono
que alguém acordou cedinho
e veio do último subúrbio
trazer o leite mais frio
e mais alvo da melhor vaca
para todos criarem força
na luta brava da cidade.
não tem tempo de dizer
as coisas que lhe atribuo
nem o moço leiteiro ignaro,
morados na Rua Namur,
empregado no entreposto,
com 21 anos de idade,
sabe lá o que seja impulso
de humana compreensão.
E já que tem pressa, o corpo
vai deixando à beira das casas
uma apenas mercadoria.
também escondesse gente
que aspira ao pouco de leite
disponível em nosso tempo,
avancemos por esse beco,
peguemos o corredor,
depositemos o litro...
Sem fazer barulho, é claro,
que barulho nada resolve.
de passo maneiro e leve,
antes desliza que marcha.
É certo que algum rumor
sempre se faz: passo errado,
vaso de flor no caminho,
cão latindo por princípio,
ou um gato quizilento.
E há sempre um senhor que acorda,
resmunga e torna a dormir.
(ladrões infestam o bairro),
não quis saber de mais nada.
O revólver da gaveta
saltou para sua mão.
Ladrão? se pega com tiro.
Os tiros na madrugada
liquidaram meu leiteiro.
Se era noivo, se era virgem,
se era alegre, se era bom,
não sei,
é tarde para saber.
de todo, e foge pra rua.
Meu Deus, matei um inocente.
Bala que mata gatuno
também serve pra furtar
a vida de nosso irmão.
Quem quiser que chame médico,
polícia não bota a mão
neste filho de meu pai.
Está salva a propriedade.
A noite geral prossegue,
a manhã custa a chegar,
mas o leiteiro
estatelado, ao relento,
perdeu a pressa que tinha.
no ladrilho já sereno
escorre uma coisa espessa
que é leite, sangue... não sei.
Por entre objetos confusos,
mal redimidos da noite,
duas cores se procuram,
suavemente se tocam,
amorosamente se enlaçam,
formando um terceiro tom
a que chamamos aurora.
domingo, 10 de maio de 2015
Carta ao amigo e aos amigos
quarta-feira, 15 de abril de 2015
domingo, 5 de abril de 2015
Marchas.
Em tempos de inquietações
É preciso marchar...
....
Com a marcha
É possível encontrar um caminho.
sábado, 28 de março de 2015
São Paulo para Paulo
quinta-feira, 26 de março de 2015
Sobre o tempo.
Eu ontem,
eu hoje,
eu amanhã.
Sobre o tempo
A pior coisa é a
sensação de tê-lo
perdido.
Bora aproveitar a vida
e o tempo.






