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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

São Paulo de todos para todos.






Há algum tempo não escrevo no meu blog, falta de tempo ou criatividade? Essa era a pergunta que estava me fazendo, claro que eu sabia a resposta, falta de criatividade é lógico, esse negocio de escrever é muito complicado se tratando de um ignorante como eu, vontade e ideias não me faltam, mas transcorrer sobre os temas isso sim é um parto, então pensei. Por que não falar de São Paulo? Quase não falo dela mesmo.

Brincadeiras a parte continuemos minha prosa, quem me conhece sabe o quanto menciono a cidade de São Paulo. Sou bairrista confesso e adoro homenageá-la e esse momento é muito propicio para isso, afinal a referida cidade completará 459 de existência, quase uma quinhentona e em muito boa forma, guardada as devidas proporções.

Quando falo em boa forma não estou me referindo às condições que ela oferece a maioria da população, se fosse levar isso em consideração teria uma lista infinita acerca de problemas sociais, políticos e econômicos, que, aliás, assombram muito aos menos favorecidos de nossa cidade, e isso é coisa muito séria, falemos num outro momento sobre esse assunto. Agora serão só os aspectos positivos.

Nesse mesmo espaço “Blog JUSTA PALAVRA” já escrevi falando de como enxergo essa metrópole, suas e minhas particularidades que não interessam a ninguém, mas mesmo assim gosto de dividi-las, um olhar diferente nos ajuda entender melhor nosso espaço, pelo menos é o que penso.

Já compartilhei minha limitada visão sobre uma exposição/ instalação de um  artista plástico que intitulei de “Anjos ou Suicidas”, num outro momento publiquei um texto que havia escrito há anos falando sobre o Viaduto do Chá, o fechamento do Cinema Belas Artes, alguns personagens que fazem parte dessa imensa, acolhedora e cosmopolita cidade.  Qualquer coisa que eu possa falar agora será pura redundância, porém gostaria de deixar registrado não uma homenagem, pois o que escrevo esta longe de ser isso, e sim um depoimento de que essa cidade está de parabéns pelos seus 459 anos. Que ela ampare os seus e os demais como ela sempre acolheu. Sem preconceitos, sem distinções sejam elas quais forem, sem miséria, sem demagogia, sem falta de moradia, sem falta de educação e saúde. Enfim tudo que uma cidade merece ao longo de sua vida. Parabéns São Paulo pelos seus 459 anos.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Saudosismo.




Quando falamos em saudosismo, normalmente vem em nossa cabeça uma lembrança gostosa ou algo que nos alegra, pelo menos é a impressão que tenho acerca disso. Mesmo sendo relativamente jovem, me considero um saudosista, gosto de me pegar lembrando de coisas passadas que aconteceram no decorrer da minha vida e de antes também, pois conseguimos ter boas lembranças através de leituras já feitas.

Dia desses conversando com colegas de trabalho, falávamos de músicas que tocam atualmente, e eu como bom ignorante que sou não consegui me lembrar de nada que realmente me atraia nos dias de hoje, e de verdade não consigo gostar de nada desses tempos, não sei se por preconceito ou pela falta de conhecimento mesmo, pois não me permito escutar nada que eu não conheça, puro conservadorismo, sei disso, mas é mais forte que eu, há de se fazer o que?

Durante essa discussão ou melhor, esse nosso bate papo, lembramos de várias bandas e músicos da década de 80 e 90 do século XX, bandas de rock nacional e internacional, músicas engajadas e outras nem tanto mas com um espírito pelo menos ao meu ver crítico sobre nossa sociedade, questões políticas ou até mesmo uma grande sátira como os “Mamonas Assassinas” que confesso que na época eu não gostava, se fosse hoje, juro que teria um outro conceito, perto do que temos hoje esses garotos eram geniais, mas não é deles que quero falar.

Lembramos das bandas Legião Urbana, Capital Inicial, Ultraje a Rigor, Ira, Camisa de Vênus, Titãs, Plebe Rude, Golpe de Estado e tantas outras desse mesmo período e de verdade todas essas bandas tinham uma mensagem ou uma critica do momento. Uns mais politizados outros mais polêmicos, outros mais gozadores ou simplesmente estavam se divertindo fazendo suas músicas, mas faziam música, tinha entretenimento sem a vulgarização e banalização, tinha algo a dizer, mesmo que fossem bobagens temporais, preconceitos imaturos ou um romantismo barato, mas diziam. E por isso tenho saudades, saudades daqueles que fizeram parte da minha adolescência e fizeram com que eu tivesse um senso um pouco mais crítico que carrego até hoje. Sei que é  chato, porém com um gosto menos duvidoso do que essas músicas de hoje possam nos oferecer. .




Era disso que estava falando....Fica a Dica.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

CARIOCAS PARTE ll


Cariocas parte II.


Diferente da primeira parte desta história que falava de uma amizade feita no Nordeste brasileiro, agora vou falar de outra amizade só que conquistada em outra região do Brasil, mas especificamente na região centro-oeste, no Pantanal mato-grossense. Como de costume e quando sobra uma graninha nas férias, eu e a família saímos para dar um giro e descansar um pouco da nossa turbulenta cidade, já passamos por Poços de caldas, Caldas novas, Bertioga e Pantanal. E detalhe, sempre no SESC que além de atender muito bem em relação a entretenimento também atende muito bem em hospedagem. Vale muito a pena conhecer.

Essas viagens são sempre muito prazerosas, pois além de estar com a família desfrutando de novas paisagens, costumes e culinárias diferentes, sempre conhecemos pessoas interessantes que carregamos ao longo de nossas vidas, mesmo que seja pelo menos na lembrança, se bem que hoje em dia com o advento da internet é muito fácil manter contato.

Nesta última viagem que fizemos para o Pantanal logo chegando ao aeroporto de Cuiabá, conhecemos uma galera na van que fazia nosso translado para o hotel, entramos no veiculo e pegamos a estrada sentido a cidade de Poconé, lugar esse onde fica o hotel. Viagem rápida de aproximadamente 2hs e nesse percurso como ainda não conhecíamos ninguém fomos calados só observando a paisagem e fazendo aqueles comentários de praxe de quando chegamos a algum lugar novo, falando do clima, o transito, o tamanho da cidade, enfim, coisas desse gênero que foge da nossa rotina cotidiana.

Durante esse percurso já estabelecemos um primeiro contato com esses novos amigos, eu e meus acompanhantes estávamos sentados no fundo da van e por isso não alcançávamos a água, e como é de se imaginar estava um baita calor, era uma três horas da tarde, imagine o sol, estava muito quente, na estrada dava até para ver a fumaça subindo do asfalto, tamanha a temperatura daquele lugar, enfim, sofríamos com aquela temperatura e o carioca sempre solicito oferecendo água para toda a galera, que gentileza desse cara, nunca tinha nos visto e aquela presteza toda, achei muito simpático por parte dele.

Então, esse sujeito assim como eu estava acompanhado da família, só que ele estava com a esposa e filha e eu além da esposa e filho também tinha o sogro de companhia, aquela coisa de férias familiar, começa tudo bem e no final aquela azia toda, um querendo fuzilar o outro, assim como naqueles filmes Italianos, começa a festa esta tudo bem, no meio aquela briga fenomenal e no fim todos bêbados chorando e se abraçando, a maior novela.

Voltando a nova amizade, os referidos eram cariocas como já foi dito, e ao contrario do que muitos pensam sobre eles acho eu que é puro engano e preconceito, nós Paulistanos assim como alguns cariocas carregam aquele estereótipo bairrista, pura bobagem e despeito de nós paulistanos, pois não temos aquelas paisagens que eles desfrutam todos os dias, se bem que temos muitas aqui em são Paulo também.  Essa galera do Rio de Janeiro é sempre muito simpática e solicita, sem falar no humor, que sempre estão num bom astral, gosto muito desse jeito que eles tocam a vida, muito espirituoso e divertido, e o sotaque nem se fala, é o maior barato, enfim, um pessoal divertido que só quer aproveitar a vida.

Fizemos esse longo e caloroso trajeto e finalmente chegamos ao local desejado, um simpático hotel no meio do mato, mas com uma acomodação espetacular, tinha de tudo que uma família de férias precisa. Tranquilidade, boa acomodação e alguns dias longe do tumulto louco da Cidade de São Paulo, e era isso que estávamos precisando.

Chegamos nos acomodamos e fomos desfrutar do nosso tão desejado descanso e ai que tudo começou, nos trocamos e fomos para a piscina ficar jacaresando e tomando umas cervejas, só que naquele momento já entrando no espírito da viagem e perdendo a timidez, começaram ai as conversas, fomos conhecendo uns aos outros assim como numa festa, primeiro chegamos com uma certa timidez e depois de umas cervejas já conhecemos meio mundo como se fossemos melhores amigos de infância, é sempre assim quando tem uma pingaiada, se bem que nem todo mundo bebe ou é facinho como eu sou, viagem é isso, novas amizades e descontração, se não for assim não vale a pena.


Bom, viajamos descansamos e acima de tudo fizemos uma boa amizade, nos encontrávamos a beira da piscina, no café, no almoço e jantar, como tudo era feito no próprio hotel era inevitável que nos encontrássemos, as mesmas pessoas durante as refeições e divertimento, assim como numa viagem familiar, todos juntos ao mesmo tempo e aquela bagunça toda, muito divertido sem falar nos outros grupos que também estavam hospedadas por lá, uma grande festa.

Como era inevitável, acabamos nos aproximando e conversando sobre tudo um pouco e eu como um bom proseador sempre cheio de conversas e mentiras, acho o maior barato exagerar nos meus comentários, sempre arrumo uma história para valorizar o assunto, só que desta vez acabei arrumando um adversário à altura, falávamos as mais absurdas bobagens um querendo se valorizar mais que o outro e assim por diante, maior barato e o melhor da história que um sabia do outro, falávamos muitas balelas como se fossem a mais pura verdade, da minha parte tinha algumas, claro que com uma pitada de exagero para não perder o costume, e assim fomos tocando, uma bobagem atrás da outra até o término da viagem.

Lembro que em uma de nossas conversas, eu estava falando de uma viagem que eu tinha feito para o Norte do Brasil, teve uma época que trabalhava fazendo pesquisas, e num desses trabalhos acabei passando pelo estado de Roraima, na cidade de Rio Branco, longe pra caramba, demorei horas de vôo para chegar, sem falar nas escalas que tive de fazer, primeiro Brasília, depois Manaus e por fim Rio Branco, Roraima, demorei umas oito horas para chegar, enfim, essa informação é irrelevante perto do episodio que passei por lá, era disso que eu estava falando para o carioca e ele na maior atenção até que eu falei de um sujeito que eu havia conhecido, pensei que fosse abafar contando a história e o carioca lá, nem Tchan para minha história, belo sacana esse cara, contei tudo com a maior empolgação e ele achando tudo muito normal, fiquei ferrado com o comportamento dele perante meu causo, enfim, qual era a história?

Nessa viagem que fiz a trabalho passei quatro dias na cidade de Rio Branco, e como meu trampo era itinerante fixava base numa cidade e fazia o trabalho, por isso ficava hospedado em um único hotel para facilitar minha logística e como sou muito curioso e tinha tempo ocioso boa parte do dia, ficava curiando as coisas do hotel, não tinha muita coisa a fazer mesmo, fazia meu trabalho na parte da manhã e passava o resto do dia perambulando na cidade ou ficava no hotel mesmo, sozinho era o que dava para fazer, ainda mais naquela cidade, tudo bem era o que tinha para o momento.

 Como eu tomava café, almoçava e jantava no hotel fui vendo algumas coisas curiosas que aconteciam por lá. E olha que diferente, no restaurante do hotel tinha um garçom que trabalhava os três períodos, passava o dia inteiro no hotel, quando não era hora das refeições estava fazendo outros serviços que demandavam, era uma espécie de faz tudo, muito eficiente o rapaz, fazia de tudo um pouco e sempre era prestativo com as minhas solicitações mesmo com todas as dificuldades na comunicação, pois o mesmo era surdo mudo e ai a comunicação de fato ficava muito difícil, era uma dureza falar e entender, mas eu me esforçava assim como ele, acabou ficando muito divertido a comunicação.

Passei os três primeiros dias me comunicando do jeito que dava e achava tudo aquilo muito engraçado, via o garçom tentando falar com todo mundo no hotel, ele passava de mesa em mesa e todo mundo tirando a maior onda junto com ele, como o hotel era quase uma residência pra muitos dos seus hospedes, muitos dos que ali estavam hospedados já eram quase amigos, tinha um time de futebol que morava lá, um Juiz e uma advogada de Manaus, era como se fosse uma grande pensão, todos morando debaixo do mesmo teto só que nesse caso era um hotel e foi ai que comecei a entender uma curiosidade.

Olha que engraçado, observei aquele garçom durante esses dias, surdo mudo, índio e um jeito meio afeminado, o rapaz era homossexual, ai fiquei pensando, só eu mesmo para ver tamanha diversidade em uma única pessoa, que cara divertido, era o maior barato, todos brincavam e respeitavam muito ele e assim foi achei engraçada a situação, como já estava quase na hora de ir embora acabei me aproximando dos outros hospedes o tal Juiz e a advogada, combinamos de ir jantar juntos fora do hotel e tomar umas cervejas e ai vem a maior curiosidade, quando estávamos conversando no restaurante os dois me confidenciara que o rapaz além de surdo mudo, índio, homossexual ele também era fofoqueiro, fazia a maior intriga entre os hospedes do hotel, achei isso o Maximo, como alguém surdo mudo pode ser fofoqueiro, fiquei me questionando e vi sim que isso era possível, ai entendi aquela farra toda que todos faziam quando ele passava pelas mesas, todos entendiam menos eu que estava fora daquele contexto, nunca vi nada tão louco e olha que tenho amigos bizarros, mas não nesse escalão, quando conto ninguém acredita, mas é a mais pura verdade.

Pronto contei para o carioca, na maior empolgação e o mesmo nem se abalou. Disse que era possível sim ter um surdo mudo fofoqueiro, começou a imitar o rapaz mesmo nunca tendo visto ele, e o pior da história  é que ficou igualzinho o rapaz quando  estava passando pelas mesas, parecia ate que ele havia presenciado a cena,  fiquei frustrado e ao mesmo tempo dei muita risada. Como esse carioca é sacana e espirituoso, terminei minha história e ai veio à vez dele.

Como ele não queria ficar na desvantagem também veio com algumas histórias absurdas, na verdade ele contou varias, ficamos horas a beira da piscina contando absurdos um ao outro e família é claro concordando com tudo que estávamos falando, como se fosse uma espécie de festival de mentiras cada um com a sua torcida e ai ele começou.

Lá vem a história, o carioca começou falando de quando ele era Office boy no Rio de Janeiro, ele num determinado momento teve de ir levar uma correspondência num prédio no centro do Rio, disse que era um daqueles prédios antigos que tem aqueles elevadores com a porta sanfonada, aqueles bem sinistros sabe? Que dão aquele tranco logo que começam a subir ou descer e que nos deixa de cabelo em pé, esses elevadores realmente são tenebrosos, ainda hoje existem uns desses aqui em São Paulo, são poucos mas ainda tem, enfim, foi contando essa passagem e ai que vem o espantoso. Nesse elevador que ele estava descendo tinha um senhor vestido de terno branco e chapéu Panamá, quando ele viu esse senhor ele achava que o conhecia e perguntou o nome dele e para seu espanto o senhor respondeu.

Soy Carlos Gardel.

 O carioca quase se borrou, desceram do elevador e lógico que Carlos desceu primeiro e quando ele saiu do elevador o tal músico misterioso já havia sumido, foi embora morrendo de medo e quando chegou em casa contou para a avó,  que lhe dissera que Carlos Gardel já havia morrido a muito tempo e assim foi, nunca soube desvendar essa história. E veio a minha vez, o chamei de mentiroso e continuamos nossa prosa, um querendo contar uma história melhor que a outra, e o carioca tentando me convencer “Meu Irmão sai correndo, quase morri de medo” que história fantástica, morremos de rir e assim foi nossa prosa, cheia de absurdos memoráveis e divertidas risadas assim como os bons amigos devem ser. Viva a amizade, os Índios e Carlos Gardel.

domingo, 25 de novembro de 2012

Sessão Provocações Parte II


Cultura pra que?


Cultura ou o seu conceito não é tarefa fácil de se discutir, porém vou me atrever a esboçar um pouco sobre minha modesta opinião acerca deste assunto. Pode até parecer pretensioso tal abordagem, só que isso a meu ver, precisa e deve ser discutido, mesmo por pessoas leigas como eu.

E  porque desse assunto tão complicado?

Há dias venho pensando nesse tema, fala-se tanto em respeito das diversidades, da tolerância seja ela sexual, religiosa, partidária, enfim, o respeito que devemos a qualquer tipo de diferença ou opinião, só que isso parece-me demagogia, quando não concordamos com certas opiniões e não queremos nos expor acabamos omitindo nosso pensamento, como se isso fosse correto. Não o é,  claro, podemos e devemos emitir o que pensamos, só que de maneira respeitosa, sem que o oponente se melindre. Então o que é cultura?

Para alguns cultura é:

“Cultura significa cultivar, e vem do latim colere. Genericamente a cultura é todo aquele complexo que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo homem não somente em família, como também por fazer parte de uma sociedade como membro dela que é”.

Pois bem, baseando-se nos costumes e hábitos, porque é tão difícil respeitarmos costumes que não nos pertence? Cadê a tolerância? O respeito às diversidades? E por fim, cadê a nossa cultura que sempre a julgamos como melhor ou superior que as dos outros?

Pra que cultura se não a respeitamos?


Fica a Dica.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Todo dia é dia de Criança.


Nunca dei muita importância a determinadas datas, Natal, Carnaval, Dia dos Namorados, Dia das Crianças, Páscoa, mesmo essa ultima sendo parte do meu aniversário, pois nasci  num domingo desses e sorte a minha, minha mãe não ter a péssima ideia de me batizar como Pascoal, Pascoalino ou qualquer outro nome do gênero.
Pois bem, nós pobres mortais não devemos ficar dizendo por aí que não gostamos de certas coisas, como por exemplo, estas datas comemorativas que, bem verdade na maioria das vezes é puro mercantilismo, serve somente para se capitalizar em cima de nossas carências e conforto espiritual.
É claro que tive de rever alguns conceitos sobre tais comemorações, quando se tem uma namorada que gosta muito esse ideal todo vai por água abaixo, esquece tudo aquilo que se idealizava para agradar a pessoa amada e o que você defendia veementemente deixa de valer, e o que vale mesmo é o que se faz pra agradar. Pensava eu: Essas datas são um porre, fingia ser o modernão não dando essas importâncias, puro engano.
Vi que realmente era um engano quando me tornei Pai, aí sim todo aquele discurso deixa de valer, pois o sujeito deixa o discernimento de lado e vira o maior babão, esquecendo  todas aquelas balelas do não consumismo, quando se tem uma criança em casa todo esse idealismo e discurso não valem mais nada e como já foi dito, o que vale mesmo é agradar a quem se ama, e isso não tem preço, ainda mais quando se trata do seu filho, e que seja assim então, viva todas essas datas e que elas sirvam não só para se capitalizar mas acima de tudo unir e aproximar as pessoas que se amam com uma grande confraternização. Viva o Dia dos Namorados, a Pascoa e o Dia das Crianças que na verdade deve ser comemorado todos os dias de nossas vidas. Fica a dica.
 

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

MAL MAIOR



Escrevendo estas poucas linhas sobre os tais pecados capitais, me peguei refletindo se havia uma hierarquia entre eles ou se um era subterfúgio de outro. Há quem diga que não faz a menor diferença, pecado é pecado. Mas olhando um pouco sob a ótica da soberba de sua existência e resultado nefasto que proporciona,  consegui chegar a uma conclusão: o pior de todos é a VAIDADE.

A VAIDADE num coração leviano:

É prima irmã da INVEJA, evoca um sentimento de importância e superioridade sob os demais seres viventes ou não, se colocando extratosfericamente acima e sobre tudo.

Potencializa a GULA, com sua fome e sede insaciáveis de se sentir a melhor e mais gostosa.

Faz a AVAREZA parecer generosa perto do seu egocentrismo.
 
Da LUXURIA tira seu instinto mais primitivo, o da necessidade carnal para brincar de deleites minimamentes pensados, posados e esteticamente viáveis.

Por não lhe servir de nada, tripudia da PREGUIÇA, como se esta fosse um parente que não foi convidado pra festa.

Mas quanto a IRA, bom essa ela dá tamanho e intensidade infinitos, o que é muito perigoso.

Para finalizar, me parece então que a VAIDADE vive a cutucar os demais pecados com vara curta por que lhe é necessário, pela sua natureza mesquinha ela precisa dos demais para se legitimar já que, isoladamente ela sempre age por motivo torpe.

por Andrea Martinez Della Monica
 

 

 

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Respeitável público




Eu e minhas histórias cabulosas, dia desses querendo convencer alguns moleques prestar atenção na aula, tive de chamar a atenção de alguns, tentei de tudo para convencê-los, o tema da aula não estava tão atrativo, falávamos do Japão características físicas e econômicas, isso pra um adolescente de quatorze anos realmente é difícil.

Fiz leitura de texto com eles, falamos sobre a extensão territorial equivalente ao nosso Estado do Mato Grosso, ser uma região cercada de vulcões e por ai foi, nada de interesse, fazer o que? Uma segunda feira à tarde com quase 30º de calor, fui tocando a aula.

Não lembro exatamente como, mas surgiu na classe uma de minhas histórias que conto pra eles desde 2009, alguém no fundo da sala mencionou circo, isso mesmo, aqueles que trabalham palhaços e malabaristas, de repente o negocio ficou interessante, perguntaram pra mim se eu já havia trabalhado em circo. Não tive duvidas e fui logo respondendo.

Claro que trabalhei, tinha oito anos de idade.

Perguntaram.

Como começou a trabalhar no circo, foi de palhaço?

Respondi

Não, na verdade fui para ser malabarista, a trupe estava voltando de Curitiba vindo pela Raposo Tavares e passaram pela avenida  Rebouças com a Brasil, local onde comecei minhas peripécias malabaristas, viram eu no semáforo trabalhando e me convidaram para acompanha-los. Embarquei nessa, não tinha nada melhor mesmo.

Fiquei valorizando a conversa, vieram varias perguntas. Porque não tinha trabalhado de palhaço ao invés de malabarista, quanto tempo eu fiquei no circo e por ai afora, fui respondendo todas sem titubear, maior veracidade impossível, quase emocionei os meninos falando da minha demissão, que por sinal foi muito triste.

Contei pra eles que fui demitido no meu segundo dia de trabalho, de inicio para eu me familiarizar com o trabalho e público me colocaram para vender pipocas e maçã do amor, e como é  de se esperar isso não deu muito certo, comi quase tudo e passei muito mal por conta da pipoca encharcada de óleo e o açúcar da maçã do amor, minha carreira circense foi um fiasco.


Acabei a história absurda como sempre, demos algumas gargalhadas e voltamos a nossa realidade, para conseguir dar aula, eu às vezes tenho de falar um pouquinho de minhas fabulas, o pior disso tudo é que até eu estou começando a acreditar....só sei que foi assim.