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domingo, 1 de setembro de 2013

O velho e o Jornaleiro



Tai uma profissão que admiro e peno em pensar no seu fim, não que eu seja trágico ou visionário, longe disso, só me preocupo com tal assunto pelo fato de a cada dia que se passa nós nos informarmos, por meio da internet, seja num jornal,  ou uma revista semanal.

O que se lê ou como se lê na verdade é irrelevante, importante mesmo é praticar esse passa tempo, é por meio disso que nos mantemos informados, ampliamos nossos horizontes, descobrimos e nos descobrimos. É o que penso sobre leitura.

Pois bem, todo esse lenga lenga tem uma razão.

Dias desses não lembro exatamente como, ouvi ou li algo falando sobre a solidão de um idoso. Por conta disso fiquei sensibilizado, conheço vários e pretendo me tornar um. Assim eu espero.

A história era a seguinte:

O idoso como era uma pessoa bastante solitária e não estava tão presente com os seus que o deixara ao longo da vida morria de medo em não poder mais comprar o seu jornal diário, pois o jornaleiro era a única pessoa que ele ainda continuara a ter um vínculo.

Preocupado com o seu isolamento e solidão o velho não teria com quem mais conversar. Já não bastava a partida, o abandono e o descaso daqueles que por muito tempo o acompanhara. Agora a função do jornaleiro se extinguindo.

Esse fato realmente é preocupante, ao longo da nossa vida construímos várias histórias e criamos vários vínculos e no fim que deveria ser digno encontramo-nos a beira do abandono e solidão. Só o jornaleiro lhe restara!!!

Que bom que ainda temos o jornaleiro, e que bom mesmo.


Fiquei apreensivo e reflexivo com a história. Como pode uma pessoa perder ou se distanciar dos seus?

Família

Filhos

Amigos

Onde estão todos?

A velhice é isso? Solidão e medo?

Uma pessoa ficar preocupada com o fim de uma profissão por conta da solidão, na verdade deve ser uma realidade bastante comum, porém triste de ver, ter medo de aposentar-se não ter que trabalhar, acabar com a rotina, isso tudo realmente deve assustar. Agora, ter medo de não ter mais o jornaleiro para conversar é solidão em demasia.

Coitado do velho, dos velhos. Será que todos nós passaremos por isso um dia?

Será que ao envelhecermos perdemos aos nossos?

Coisas para se pensar!!!

Quando estiver com um, ou se viver com um, sempre respeite, sempre escute, sempre de carinho e acima de tudo sempre o trate como gostaria de ser tratado no futuro.


Simples assim...

Por isso eu continuo comprando meus jornais e revistas na banca.


Odeio solidão.

sábado, 3 de agosto de 2013

MAU TEMPO




Inverno com chuva é uma situação climática nada agradável para quem mora num país tropical como o nosso, pelo menos é o que eu acho. Particularmente tenho horror a esse período do ano, tenho pouca roupa e as que tenho não são apropriadas para esta estação do ano. É duro ser pobre, mas fazer o quê?

Tudo bem, mesmo não gostando da situação temos que reconhecer que até no mau tempo existe a beleza. Essa semana tive que acordar bem cedo para buscar meus irmãos no aeroporto, saí de casa por volta da 6:15 e o dia estava começando a clarear. Nesse momento estava um puta frio, xinguei os dois pra caramba, pois enquanto os nobres voltavam de viagem de férias eu pagava o pato buscando os dois do passeio. Fazer o que? Essa é a função dos irmãos mais novos:

Se ferrar!!!

Pois bem, segui meu rumo destino aeroporto e normalmente faria isso xingando aos montes, acordar cedo e chovendo ainda por cima, é certo de fazer reclamação. Se tratando de mim então a fúria é certa. Quase não reclamo mesmo!?

Voltando a questão da beleza. Tempo nublado, cabelo crespo, gente acima do peso, pessoas de poucas palavras, isso tudo tem sua graça e mistério, quando descobertos nos faz rir como os recém apaixonados.

Acordei, olhei pela janela para avaliar o dia e ver o que deveria vestir. Coloquei calça, blusa com capuz e parti, na avenida ainda sonolento fui despertando, tinha algo de diferente naquele dia, ainda escuro e as luzes da rua acesas tinham um brilho diferente, não sei como descrever, mas era uma iluminação bonita, amarelada, molhada e fria, de dentro do carro tremia como vara verde e mesmo assim estava feliz naquele momento.

Levantei o volume  do rádio do carro para escutar melhor o noticiário, falava-se do frio que fazia na cidade, 11º e sensação térmica de 5º e fiquei a pensar.

Nossa como estou mudado, em outro momento estaria reclamando por ter levantado tão cedo. E como poderia estar achando aquele dia bonito?

Essa questão de beleza realmente é relativa, achar graça, achar bonito, rir à toa, sentir-se feliz, amar aos seus, tudo isso é muito simples quando se está de bem com a vida.

Por isso não existe:

Tempo feio

Gente feia

Cabelo ruim

O que existe e gente mal resolvida e intolerante.

Estética, padrões, moda, beleza, mau tempo cada um tem seu critério e esse critério depende do seu espírito.


Simples assim...

quarta-feira, 24 de julho de 2013

O dono da bola e o escritor




PRA SUPORTAR SUA PRÓPRIA HISTÓRIA CADA UM LHE ACRESCENTA UM POUCO DE LENDA

Acho que nunca fui bom em nada, desde que me conheço como gente não consigo me lembrar de nada que eu fizesse muito bem. Um esporte infantil, um jogo de bolinha de gude, empinar pipa, rodar pião ou até mesmo no futebol de rua, esse último eu até brinquei um pouco, não porque eu fosse bom e sim pelo fato de eu ser o dono da bola. Esses nunca ficavam fora do jogo por pior que fossem. Essa é a ética esportiva dos donos das bolas. Nunca ficarem fora dos jogos.

Pois bem, cresci sem ter certas pretensões, esse negócio de disputar ou fazer algo melhor que os outros nunca me agradou muito, sempre fui, ou procuro ser daqueles que ficam na sua, nunca acreditei nos sabichões de plantão, pessoas assim são no mínimo dignas de desconfiança. Prefiro aos frágeis, aos feios, aos fora de moda, enfim, aqueles que não se prendem há valores impostos. Prefiro aos espontâneos, esses me parecem mais honestos.

Pensando e acreditando nisso, foram me ocorrendo essas ideias, falar desses dois personagens que me parecem bem próximos, o dono da bola e o escritor.

O primeiro como já dito nunca fica fora do jogo, pois se ficar o jogo não rola, por isso bem ou mal vai sempre estar presente, seja na linha ou como no meu caso no gol, era o que me restava.

Já o escritor, também tem suas vantagens por pior que o cara seja seus heróis, seus romances, suas aventuras sempre serão favoráveis a si mesmo, pois “falar de si também é inventar” e já que a história é dele porque não falar de como ele gostaria que a história realmente fosse.

E é aí que esta a vantagem e a semelhança  dos dois, o dono da bola sempre estará presente no jogo independentemente da sua condição, seja ela favorável ao time ou não. Já o escritor vai sempre contar a  história que lhe convém, seus heróis, seus amores, seus rancores todos eles serão escritos  de acordo com suas necessidades e desejos, afinal assim como a bola pertence ao seu dono a história pertence ao escritor....


“Qualquer semelhança é mera coincidência”.

domingo, 21 de julho de 2013



“Nem todos os ditados populares devem ser aplicados a nossa vida, cada realidade é uma realidade”.


Marcio Costa.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

DIA DO HOMEM?



Sei que é lugar comum falar desse tema no dia de hoje, na verdade sou totalmente ignorante acerca desse dia, só fiquei sabendo da tal comemoração por conta das redes sociais que lotaram minha página da rede de relacionamentos.

Fiquei vendo um monte de bobagens falando do assunto e confesso que fiquei um tanto quanto incomodado ao ver o quanto se valoriza esses dias banais.

E porque banal?

Banal sim. De onde surgiu essa ideia de dia do homem?

É necessário tal comemoração?

Será que não tem nada mais importante para ser celebrado?

Perguntas como essas que fiz seguramente vão ser questionadas ou satirizadas pelos machões de plantão que acreditam sim na importância da criação desse dia. Pobres coitados, fazer o que?

O fantasma da banalidade circunda nossa sociedade.

Mas deixemos esse assunto de lado. Que se exclua essa data dos calendários de onde quer ele tenha surgido e que se comemore e celebre não só um dia 8 de março e sim vários desses dias, afinal um dia só para essas guerreiras e amáveis mulheres é pouco.

Viva o dia internacional das mulheres, essa data sim deve ser celebrada...

Viva as mães.

Viva as esposas.

Viva as irmãs.

Viva as primas.

Viva as amigas.

Enfim, viva uma sociedade menos machista e menos banal.


Viva...

domingo, 14 de julho de 2013

A vida como ela é VII.


E um casal de amigos meus na praia conversando sobre a incapacidade de dirigir do cara.

O casal como não tinha nada melhor a fazer começou a pensar em como resolver esse problema.

O Cara.

-Já que estamos aqui à toa que tal você me ensinar a dirigir!

Ela.

- Como assim criatura? Te ensinar a dirigir nessas ruas cheia de gente. Acho que isso não vai dar certo.

O cara.

- Realmente, logo vão perceber que eu não sei dirigir. Tive uma ideia....

Ela.

- E que ideia é essa?

O cara.

- Quando estivermos passando perto de algum grupo eu coloco o dedo no nariz e só vão se atentar a isso e não ao fato de eu não saber dirigir.

Ela.

- Mas que ideia estúpida, claro que vão perceber e, além disso, vão dizer:

 “OLHA LÁ AQUELE GORDÃO, ALÉM DE PORCO É O MAIOR BARBEIRO”.

O cara.

- Deixa pra lá então, quando chegar a São Paulo procuro uma auto-escola.

Encerraram o assunto e aproveitaram o resto do final de semana prolongado.


Só sei que foi assim...

domingo, 30 de junho de 2013

A vida como ela é VI



E um casal de amigos meus conversando sobre os textos que o cara publicara em seu blog.

O Cara.

- Querida, você não acha que esse texto que eu escrevi está meio afeminado não?

Ela.

- Mas por que estaria afeminado?

O cara.

- Sei lá, esse negocio de eu falar de mais de trinta anos de amizade e casalzinho apaixonados como cadelinhas no cio, sei não?

Ela.

- Deixa pra lá, não esquenta com que vão achar não. Quando se tem um amigo há mais de trinta anos o cara pode até enfiar o dedo no seu fiofó.

O cara.

- Que conversa é essa, o cara só é meu amigo não meu proctologista.

Encerraram  a conversa e foram cada um para o seu lado.

Pra que ter inimigo se você tem uma esposa como essa?


Só sei que foi assim...