facebook

sábado, 29 de junho de 2013

Cartas aos amigos 2 parte 2



Como já foi dito anteriormente num outro texto que eu publicara, recebi uma carta a moda antiga de um amigo. Nessa o amigo foi bem sucinto nas palavras, falou de anos da nossa amizade, das aventuras, e de muitas gargalhadas que demos juntos. Até aí tudo normal se tratando de mais de trinta anos de amizade. O legal mesmo foi onde ele escreveu essas poucas e simpáticas palavras.

Tais palavras foram escritas no verso de uma foto e é ai que esta toda a graça.

Ao escrever meu primeiro texto que tratara desse mesmo assunto eu senti que faltava algo para ser compartilhado sobre a carta, por isso deixei o envelope da carta com a foto sobre a escrivaninha para num outro momento eu finalizar o assunto e é isso que pretendo fazer nesse momento.

Fiquei por dias fazendo minhas coisas e hora ou outra via a foto sobre a mesa, foto que por sinal bastante suspeita, os três da foto,  eu e os outros dois amigos estão parecendo três cadelinhas no cio.


O autor da mensagem está sentado ao centro do sofá, eu e o outro amigo um de cada lado do sujeito, nessa altura já devíamos ter tomado umas e outras. Por isso ele devia estar reclamando de algo, e eu e o Negão parecíamos um casalzinho apaixonado, eu com meu óculos na mão e o meu suposto affair acariciando meu pequenino pescoço.






Se fosse nos tempos de hoje, iriam nos oferecer algo como o Cura Gay ou o Feliciano iria dizer que estávamos doentes. Ainda bem que não era, talvez não permaneceríamos amigos até hoje,  por isso crescemos, amadurecemos e permanecemos amigos. Que bom!!!

Só é uma pena toda essa intransigência da sociedade que se diz moderna onde não se respeita e não se tolera o carinho e as amizades sinceras.

Diga não então...

Não a intolerância e que o carinho esteja sempre presente na vida dos amigos independente dos gêneros, das idades e dos credos.

Viva a AMIZADE...

sábado, 22 de junho de 2013

Cartas aos amigos 2


 
Feriado desses um amigo que não tinha nada melhor a fazer, acabou postando na rede social o desejo de se corresponder com os amigos à moda antiga.

Nesse manifesto ele perguntou quem estava a fim de entrar na brincadeira e receber uma carta manuscrita por ele mesmo, portanto quem quisesse era só mandar o endereço e aguardar. Foi exatamente o que fiz, mandei meu endereço, queria ver no que iria dar.

Criou-se a maior expectativa  na rede social não só eu, mas também outros amigos dele manifestaram o desejo de receber a tal correspondência. Acho que isso se deve a falta de particularidade que estamos tendo uns com os outros. Hoje por conta das redes sociais está tudo muito exposto, descontentamentos com amigos, lavação de roupa suja, incompatibilidades que antes eram discutidas pessoalmente agora se faz pelas redes. Tudo isso muito chato, o legal mesmo são as discussões acaloradas com direitos a berros e xingamentos, isso sim é briga entre amigos. Mas Isso não vem ao caso no momento.

Pois bem, recebi a tal correspondência e confesso que estava aguardando ansioso pela carta, sabia que teria uma grata surpresa e nem se quer imaginava o que poderia me chegar, conhecendo a figura que me escrevera poderia vir de tudo, Uma lembrança juvenil que passamos juntos, uma história qualquer dele sobre sua vida, ou mesmo um simples estou com saudades, enfim, qualquer coisa  e foi o que aconteceu.

Recebi o envelope logo pela manhã, ao levantar como sempre a primeira coisa que faço é o café, vi o envelope por debaixo da porta e logo abri, fui preparar meu desjejum saboreando também a desejada carta.

Ao abrir o envelope havia uma foto minha e outros dois amigos e é claro que um desses era o que me escreveu. Uma foto que deve ter pelo menos uns 20 anos, nem me lembro da ocasião da fotografia, mas mesmo assim fui fisgado por um enorme saudosismo, éramos jovens, irresponsáveis e feios. Ainda hoje somos feios, irresponsáveis e jovens não mais, mas isso não importa. O que importa na verdade é a amizade que permaneceu entre nós e isso é difícil de apagar, de vez em quando nos encontramos pessoalmente e aí sim colocamos nossas conversas e brigas em dia.

Esses encontros sim são válidos, brigas xingamentos e choros precisam ser olhando um no olho do outro e não pelas redes sociais.


Até com isso a internet está acabando.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

O Batismo do palhaço Rolão.


Embora o nome seja sugestivo, não é bem assim a história do nome do Palhaço Rolão. Já faz tempo que fui batizado como palhaço, na verdade foi no ano de 1995 quando ainda cursava minha Licenciatura de História, e como já foi dito em um outro texto não quis deixar barato tal tratamento, o de ser chamado ou tratado como tal, fiz valer de fato e não só de direito.

Nesse curso de Clown reencontrei vários colegas do bairro que já conhecia de outros cursos que eu fizera, um de produção de cinema, um outro de iniciação ao teatro, esse último com um grande artista, o “Valter Portela” e por fim esse de Clown mesmo, pois depois dessa terceira insistência reconheci não ter talento pra nada, encerrei minha curta iniciação artística. Acho que fiz bem para a cultura. Encerremos esse assunto.

A história em questão é o meu batizado, que na época eu confesso ter ficado bem lisonjeado, acreditava ter recebido esse nome pelo fato de termos  de nos trocar um na frente do outro antes dos nossos ensaios, comecei a me sentir o tal na trupe e mau sabia eu o porque do nome Rolão.

Num certo dia, nosso professor o Fernando começou a Justificar o nome de um por um e nessa hora fiquei todo todo só esperando o desfecho da justificativa. Sabe aquele momento de se receber um elogio em público? Era assim que estava me sentindo, o cara da trupe, o tal e aí vem a frustração.

O professor começou com várias histórias, umas justificativas nada a ver e muito sem graça na verdade, nisso comecei a me preocupar, pois sabia que vinha chumbo grosso encima de mim, minha expectativa se inverteu e só fiquei esperando o golpe final. E por fim chegou minha vez.

- “O  Palhaço Rolão é um cara bem divertido, descontraído e espirituoso, assim como todos os palhaços devem ser, porém vem sempre nos enrolando com suas histórias intermináveis e por isso eu o batizo de Rolão”.

O Rolão em questão era de enrolar, o cara achava que eu era muito enrolado e por isso me batizou assim, fui enganado o curso inteiro me sentindo o tal e no final me vem com essa história.

Depois dessa frustrante justificativa fiquei decepcionado comigo mesmo, e aquele Rolão que tinha nascido no início do curso passou a ser o Rolinha, o Bituca, Toquinho sei lá, todos esses adjetivos que se dá para os caras desprovidos de grandeza.

É, alegria de pobre dura pouco, e eu quem o diga.

Mas não tem problema não, vira e mexe encontro alguém dessa trupe por aí e adivinha do que eles me chamam?

Rolão é claro, fico feliz em reencontrá-los e com aquele gostinho que tive durante o curso.

É o que me resta, a lembrança daquilo que nunca tive.


Ninguém precisava ficar sabendo né!!!!!

O palhaço Rolão.



Esse negócio de rede social é uma praga, ainda mais se o sujeito não souber usar, vira e mexe nos deparamos com algumas postagens sem propósito, frases atribuídas a falsos autores e até mesmo ofensas direcionadas aos pseudo-amigos que se tem na rede de relacionamentos.

Tudo bem, nem sempre são coisas só desse nível, tem muita coisa interessante também, dicas de filmes, indicações de livros, fotos de amigos que você não vê há muito tempo, enfim, coisas que gostamos de ver.

Pois bem, numa dessas postagens que um amigo publicara tinha uma foto com alguns dizeres de como a sociedade enxerga o professor. Confesso que a princípio achei banal o post, pois mostrava como nossa mãe nos enxergava, sendo um super herói e finalizava como nos sentimos, sendo um palhaço. Lembro que tinha quatro imagens e finalizava com a foto do Bozo, um palhaço da minha infância.

Vendo isso, lembrei-me imediatamente de um episódio que  passei na sala de aula, foi exatamente como um palhaço que me senti, pois era assim que alguns alunos me tratavam e para não sair por baixo contei uma história para eles. E comecei assim:

- Saibam que não é nenhuma ofensa vocês me tratarem ou me chamarem de palhaço, muito pelo contrário, na verdade é um orgulho, sou formado e certificado como tal  e tenho muito orgulho disso.

Questionaram minha história acreditando ser uma mentira e me pediram que eu concluísse o assunto.

Não perdi a chance, tentei dramatizar para convencê-los da verdade. Aí eu comecei:

Quando eu fazia faculdade, no final do curso mais exatamente no último ano, tínhamos uma disciplina obrigatória, o famoso estágio, nessa atividade eu tinha de acompanhar um professor dando aulas para eu saber como seria minha função futura. Nessa que eu assistia às aulas do meu orientador eu comecei a ver como os professores eram tratados como palhaços, aí fiquei pensando.

Não vou passar por isso de graça não, por coincidência tinha acabado de ver em uma casa de cultura um curso de Clown “Palhaço” e não pensei duas vezes. Na volta do estágio me matriculei imediatamente.

Contei para os alunos essa história, alguns acreditaram e outros não, acharam um absurdo tal abordagem, mas o importante pra mim é cativar a sala. Se quiserem me tratar como Professor está ótimo, afinal foi para isso que estudei e se quiserem me tratar como palhaço tá tudo bem também, sou formado, graduado e batizado como tal.

Viva os professores e viva os palhaços de todo esse mundo.




sábado, 25 de maio de 2013

Boca fechada não entra mosquito




Boca fechada não entra mosquito,

Quem muito fala dá bom dia a cavalo e

Quanto mais se abaixa a cabeça mais se mostra o Rabo.


Adoro esses ditados e vivo reproduzindo a torto e a direito, só não imaginava que isso serviria tão diretamente a mim. Dias desses como não tinha nada para fazer comecei a pensar no que escrever como próxima crônica, e vieram várias ideias. Umas legais e outras nem tanto, mas mesmo assim me atrevi a rabiscar algumas linhas.

De inicio achei simpática a possibilidade de escrever sobre minha estante e os poucos livros que possuo, queria fazer uma homenagem aos escritores que já li e gostei, então comecei a rever alguns livros e os classifiquei de zero a dez para a partir daí homenageá-los, E foi exatamente o que fiz.

Comecei a escrever minha crônica e citei cada obra selecionada, título por título, uma enorme exibição que até senti vergonha, mas mesmo assim  prossegui com a proposta, pois queria ver no que daria, e vi!

Na verdade o texto ficou pretensioso e ao mesmo tempo bobo. Sabe aqueles caras que só sabem uma frase de efeito de cada livro e querem impressionar os outros? Pois é, estava mais ou menos isso, um texto raso e digno de pena, se os homenageados o vissem morreriam novamente de desgosto, aqueles que já morreram, é claro.

Pois bem, terminei o texto e deixei arquivado para fazer uma pesquisa com as minhas consultoras, a esposa e uma amiga que sempre mostro antes de postar, gosto muito da opinião delas.

Mandei o texto para a amiga e ela nada, assim como os homenageados ela deve ter ficado com vergonha alheia e nem me respondeu, também pudera. Já a esposa eu demorei um pouco mais para mostrar, mas mesmo assim mostrei, tadinha ficou meio assim e respondeu.

- Tá bobinho né, já escreveu coisas melhores!!!

Escutei a crítica quieto, pois sábia que era legítima. Fiquei envergonhado na hora e ao mesmo tempo feliz, ela não deixou que eu prosseguisse com a loucura, pois se assim eu o fizesse a vergonha seria ainda maior.

Por isso finalizo.

Boca fechada não entra mosquito,

Quem muito fala dá bom dia a cavalo e

Quanto mais se abaixa a cabeça mais se mostra o rabo.

Vou postar aquele texto não...



Que vergonha...

domingo, 7 de abril de 2013

A vida como ela é V




Um casal de amigo meu mais o pequeno filho conversando no carro a caminho da feira de Sábado enquanto ouviam o rádio. Na rádio falava-se de exposições de arte na cidade. E ai que começa a conversa.


A Mulher:

- Sabe marido, eu queria muito ter um quadro do Vik Muniz e uma obra da Tomie Ohtake em nossa sala. O que acha?

O marido muito rápido responde:

- Claro querida, mas o fiofó de quem vamos leiloar para conseguir comprar essas obras?

A mulher muito espirituosa responde:

- De quem vai ser eu não sei, só sei que não vai ser o meu, pois dinheiro para a decoração sempre é o seu.

O marido para encerrar a conversa responde:

-Deixa pra lá, as obras desses artistas nem são tão legais assim...

Aumentaram o volume do rádio e seguiram caminho a feira.

Só sei que foi assim...


    Vik Muniz, Filme Lixo Extraordinário.



         Tomie Ohtake, av 23 de maio.

sábado, 6 de abril de 2013

Tempo Perdido




Quando se fala em tempo perdido pra mim, a primeira coisa que me vem à cabeça é a música do Legião Urbana, que por sinal eu adoro. Submete-me a lembranças juvenis e me trazem ótimas recordações. Já vi inúmeros shows dessa banda quando trabalhava como marreteiro ”vendedor de água” e ingressos, esse segundo produto quando tinha uma grana a mais para o investimento. Mas não era sobre isso que eu iria falar.


Hoje assisti a um filme que muitos vão me chamar de herege,  a princípio já estava meio receoso, sabia que o filme era um tanto quanto violento e isso pra mim não é legal. A não ser que sejam daqueles exageros do Tarantino ou do Guy Ritchie, que na verdade de tão absurdo acabam ficando engraçados. O filme de hoje foi o “ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ”, bons atores Tommy Lee Jones, Javier Bardem e Josh Brolin, todos impagáveis, porém, com esse “Q” violento que não me convenceu. Há de se fazer o que? Nem sempre estamos preparados para certos assuntos, e acho que esse foi o caso.


Esse negócio de violência já esta virando lugar comum, não que devêssemos nos acostumar com isso, muito pelo contrário, devemos sim fazer uma campanha da não violência e ao tempo perdido, pois me parece que ao assistirmos certos filmes, escutar certas músicas ou até mesmo ler certos textos, e esse texto pode ser um exemplo disto,  devemos sim pensar em coisas que nos agregue e não o contrário, pois o que deve prevalecer é a justiça e o bem comum. Violência, mau caratismo e vilão saindo impune das suas inconseqüências já temos demais no nosso dia a dia.


 Então façamos o seguinte:


Chega de tempo perdido e borá lá em busca de algo que realmente nos acrescente, chega de violência, chega de mau caratismo e acima de tudo chega de impunidade para aqueles que pregam o mal e a intolerância.


Chega de “Tempo Perdido”.